quarta-feira, 14 de abril de 2021

CONSIDERAÇÕES SOBRE A EDUCAÇÃO INTERDIMENSIONAL NA ÁREA DE HISTÓRIA

 

Por Dedé Rodrigues

A educação interdimensional, portanto, é a educação necessária. Parece que estamos diante de uma ideia cujo tempo chegou. Um tempo de construção de uma educação integradora das diversas dimensões do humano. Antonio Carlos Gomes Costa. 


Segundo Costa, (2008) a educação 
interdimensional vai resgatar na Paideia essas quatro dimensões, propondo um trabalho educativo baseado não apenas nas disciplinas do logos (razão), mas que envolva também as dimensões do pathos (sentimento), do eros (corporeidade) e do mytho (relação com as fontes últimas de significado e sentido da existência humana, a relação com a dimensão transcendente da vida).

Ainda, para Costa, (2008) a educação interdimensional deve proporcionar aos educandos a capacidade de valorizar as diferenças, gerir conflitos e manter a paz, desde a participação na vida real na escola, se estendendo para a comunidade e para a vida social, atuando como parte da solução e não do problema. Pois para ele, “mais do que uma época de crise, estamos vivendo a crise de uma época. A relação do ser humano consigo mesmo, com os outros homens, com a natureza e com a dimensão transcendente da vida está passando por amplas e profundas modificações”. (Costa, 2008, p. 13). Chegou a hora da Educação Interdimensional.

Nesse sentido consideramos que a Educação Interdimensional, além de complexa, abarca também a educação interdisciplinar, à medida que  deve educar todo o ser humano, logo deve envolver todas as disciplinas. Para caminhar na busca desse objetivo proporcionamos aos alunos, na área de História, nesse primeiro bimestre,  por meio de slides, debates e questionamentos um ambiente virtual profundamente democrático, no qual eles tiveram a liberdade de ouvir, responder questionamentos e contrapor pontos de vistas sobre os conteúdos trabalhados de forma contextualizada.

Nos baseamos no quatro pilares da educação: Aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a  conviver e aprender a ser, adicionando temas como: liberdades democráticas, transformação produtivaeqüidade social e sustentabilidade ambiental na pauta das aulas/debates. Vale destacar também que para desenvolver os conhecimentos cognitivos, a meta foi a prática de uma educação voltada para a vida que promovesse o desenvolvimento de valores, atitudes e habilidades, com o intuito de sensibilzar os discentes para exercerem o protagonismo juvenil, que deve ter como fim, o desenvolvimento da autonomia, da solidariedade e de competências pessoais, relacionais, cognitivas e produtivas.


Por fim consideramos que uma formação 
interdimensional, para abarcar todas as dimensões do ser humano, não pode está dissociada das crises atuais políticas, econômicas, sanitárias, ambientais, culturais e sociais enfrentadas  pela humanidade. Para atingir esse objetivo, com a contextualização dos conteúdos na área de história, procuramos provocar e sensibilizar os alunos para desenvolverem juízos de valores sobre diversos aspectos das crises atuais entranhadas em paradigamas existentes, para que, como sujeitos históricos, procurem transformar a si e a realidade ampla e complexa na qual vivem na busca da paz, da tolerância para com o outro, da sustentabilidade ambiental, da democracia popular e do bem comum.

Fonte bibliográfica:  COSTA, Antonio Carlos Gomes. Educação - Uma perspectiva para o século XXI. Editora Canção Nova: São Paulo, 2008.

domingo, 11 de abril de 2021

Sertão do Pajeú se aproxima dos 400 óbitos por Covid-19 e conta com 495 casos ativos da doença

 


Publicado em Notícias por  em 10 de abril de 2021

Foram confirmados mais quatro óbitos nas últimas 24 horas na região. 

Por André Luis

De acordo com os últimos boletins epidemiológicos divulgados pelos municípios do Sertão do Pajeú nesta sexta-feira (9), a região registrou 121 novos casos positivos, 80 recuperados e 4 novos óbitos. 

Agora o Sertão do Pajeú conta com 22.232 casos confirmados, 21.338 recuperados (95,97%), 399 óbitos e  495 casos ativos da doença.

Abaixo seguem as informações detalhadas, por ordem alfabética, relativas a cada município do Sertão do Pajeú:

Afogados da Ingazeira confirmou 6 novos casos positivos e 8 recuperados nas últimas 24h. Agora o município conta com 3.565 casos confirmados, 3.378 recuperados, 46 óbitos e 141 casos ativos.

Brejinho não divulgou boletim. A cidade conta com 429 casos confirmados, 388 recuperados, 6 óbitos e 35 casos ativos.

Calumbi não confirmou nenhum caso confirmado e nem recuperado nas últimas 24 horas. Está com 384 casos confirmados, 380 recuperados, 3 óbitos e 1 caso ativo da doença.

Carnaíba  confirmou 3 novos casos positivos e 10 recuperados. Agora o município conta com 1.170 casos confirmados, 1.100 recuperados, 25 óbitos e 45 casos ativos da doença.

Flores não divulgou boletim nas últimas 24 horas. O município conta com 805 casos confirmados, 751 recuperados, 27 óbitos e 27 casos ativos.

Iguaracy confirmou nas últimas 24 horas, 2 casos positivos e 1 recuperado. Conta agora com 562 casos confirmados, 533 recuperados, 16 óbitos e 13 casos ativos.

Ingazeira confirmou 7 novos casos positivos e 1 recuperado nas últimas 24h. O município conta agora com 200 casos confirmados, 184 recuperados, 1 óbito e 15 casos ativos.

Itapetim confirmou nas últimas 24h, 25 novos casos confirmados e 24 recuperados. O município tem agora 824 casos confirmados, 805 recuperados, 16 óbitos e 3 casos positivos.

Quixaba não registrou novos casos positivos, nem recuperados nas últimas 24h. O município permanece com 321 casos confirmados, 309 recuperados, 11 óbitos e 1 caso ativo. 

Santa Cruz da Baixa Verde registrou 9 novos casos confirmados, nenhuma cura e 1 óbito nas últimas 24h. A cidade passa a contar com 371 casos confirmados, 347 recuperados, 7 óbitos e 17 casos ativos. Óbito: o boletim epidemiológico confirmou mais um óbito por Covid-19 no município, mas não deu detalhes sobre o ocorrido.

Santa Terezinha registrou 10 novos casos confirmados, 12 recuperados e 1 novo óbito. A cidade conta agora com 727 casos confirmados, 702 recuperados, 22 óbitos e 3 casos ativos. Óbito: confirmou o óbito ocorrido na manhã desta sexta-feira, 9 de abril do senhor Fernando Nunes Pereira, 76 anos, conhecido como Fernando Bodeiro. Ele era pai do Pároco de Santo Antônio e São João Maria Vianney, em Carnaíba, Padre Miguel Nunes Neto.

São José do Egito registrou 5 novos casos confirmados, 2 recuperados e 1 óbito. Agora, a cidade conta com 1.651 casos confirmados, 1.606 recuperados, 29 óbitos e 16 casos ativos. Óbito: um paciente de 64 anos. Faleceu no Hospital Regional Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira na quinta-feira, 8 de abril após passar por complicação causadas pela Covid-19.

Serra Talhada registrou 34 novos casos confirmados, 17 recuperados e 1 novo óbito. O município conta agora com 7.843 casos confirmados, 7.596 recuperados, 125 óbitos e 122 casos ativos da doença. Óbito: Uma paciente de 79 anos. Faleceu no Hospital Eduardo Campos na quinta-feira, 8 de abril. Ela tinha hipertensão, diabetes e doença renal crônica.

Solidão registrou 4 novos casos confirmados e nenhum recuperado. A cidade conta com 357 casos confirmados, 351 recuperados, 2 óbitos e 4 casos ativos.

Tabira registrou 15 novos casos confirmados e 5 recuperados nas últimas 24h. A cidade passa a contar com 2.001 casos confirmados, 1.943 recuperados, 22 óbitos e 36 casos ativos.

Triunfo não teve alteração em relação ao boletim anterior. A cidade permanece com 706 casos confirmados, 675 recuperados, 23 óbitos e 8 casos ativos.

Tuparetama registrou 1 novo caso confirmado. A cidade conta agora com 316 casos confirmados de Covid-19, 290 recuperados, 18 óbitos e 8 casos ativos da doença.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Covid-19: Com 3.829 mortes em 24h, Brasil ultrapassa 340 mil mortes

 

GERAL


Brasil registra 92.625 infectados em 24 horas. Mortes aumentam e contágio desacelera.

por Cezar Xavier

Publicado 07/04/2021 22:12

Cemitério abrindo covas em meio a enterros de vítimas da covid

O Brasil superou 340 mil mortes em função da covid-19. Com 3.829 mortes registradas em 24 horas, o país chegou a 340.776 vidas perdidas para a pandemia do novo coronavírus. 

Com isso, a média móvel de mortes no país nos últimos 7 dias ficou em 2.744. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +21%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.

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Ainda há 3.589 mortes em investigação por equipes de saúde. Isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente.

Já o total de pessoas infectadas desde fevereiro de 2020 subiu para 13.193.205. Entre ontem e hoje, foram confirmados 92.625 novos diagnósticos positivos. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 63.396. Isso representa uma variação de -17% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de queda nos diagnósticos.

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O número de pessoas recuperadas subiu para 11.664.158. Já a quantidade de pacientes com casos ativos, em acompanhamento por equipes de saúde, ficou em 1.288.271.

Estados

O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (79.443), Rio de Janeiro (38.282), Minas Gerais (25.303), Rio Grande do Sul (21.261) e Paraná (18.118). Já as Unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.318), Amapá (1.356), Roraima (1.367), Tocantins (2.157) e Sergipe (3.668).

Nove estados e o Distrito Federal estão com alta nas mortes: ES, MG, RJ, SP, DF, MS, MT, CE, MA e PE.

Três regiões do país apresentam números em estabilidade: Norte (-3%), Nordeste (7%) e Sul (-10%). Centro-Oeste (28%) e Sudeste (52%) estão em aceleração. No geral, o Brasil apresenta aceleração de 21% na variação de 14 dias.

São 9 estados e o DF com alta nos registros, enquanto quinze apresentam estabilidade e outros dois estão em queda.

https://vermelho.org.br/wp-content/uploads/2021/04/image-29.pngSituação epidemiológica da covid-19 no Brasil (07.04.2021). – Divulgação/Ministério da Saúde

Vacinação

Balanço da vacinação contra Covid-19 desta quarta-feira (7) aponta que 21.445.683 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 10,13% da população brasileira.

A segunda dose já foi aplicada em 6.065.854 pessoas (2,86% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

No total, 27.511.537 doses foram aplicadas em todo o país.

Covid-19: Sertão do Pajeú passa dos 22 mil casos e totaliza 388 óbitos

 


Publicado em Notícias por  em 8 de abril de 2021

Serra Talhada e Brejinho confirmaram novas mortes pela doença.

Por André Luis

Após os últimos boletins epidemiológicos divulgados pelas secretarias de saúde dos municípios do Sertão do Pajeú, nesta quarta-feira (07.04), a região totaliza 22.044 casos confirmados de Covid-19. Foram mais 71 casos nas últimas 24h.

Portanto, os números de casos de cada município ficam assim: Serra Talhada, 7.792; Afogados da Ingazeira, 3.544; Tabira 1.982, São José do Egito, 1.644; Carnaíba,  1.163; Flores, 797; Itapetim, 786; Santa Terezinha, 717; Triunfo, 706; Iguaracy, 559; Brejinho, 429; Calumbi, 383; Santa Cruz da Baixa Verde, 362; Solidão, 353; Quixaba, 320; Tuparetama, 315 e Ingazeira, 192 casos confirmados.

Óbitos – A Secretaria de Saúde de Serra Talhada, confirmou mais dois óbitos por Covid-19 no município. São dois pacientes do sexo masculino, um de 69 anos, não apresentava comorbidades e faleceu no dia 17/03/2021, no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, na Paraíba. O outro de 84 anos, apresentava comorbidades (doença cardiovascular crônica), e faleceu no dia 19/02/2021, no Hospital São Marcos, no Recife.

Brejinho também confirmou novo óbito por Covid-19 no município, mas não deu detalhes sobre o ocorrido no boletim epidemiológico.

A região conta com 388 óbitos por Covid-19. Todas as dezessete cidades da região registraram mortes. São elas: Serra Talhada (122); Afogados da Ingazeira (45); São José do Egito (27); Flores (27); Carnaíba (23); Triunfo (23); Tabira (22); Santa Terezinha (21); Tuparetama (18); Iguaracy (16); Itapetim (15); Quixaba (11); Santa Cruz da Baixa Verde (6); Brejinho (6); Calumbi (3); Solidão (2) e Ingazeira (1).

Recuperados – A região tem agora no total 21.171 pacientes recuperados da Covid-19. O que corresponde a 96,03% dos casos confirmados. Ontem foram mais 58 curas clínicas.

terça-feira, 6 de abril de 2021

Eleição da UVP divide até o PT na Câmara de Tabira

 


Publicado em Notícias por  em 5 de abril de 2021

Três chapas vão dividir o voto dos vereadores do estado na eleição da UVP-União dos Vereadores de Pernambuco que acontece no próximo dia 12 de abril. 

Pela chapa 1, Léo do Ar de Gravatá; chapa 2 Welber Santana, vereador de Carnaubeira da Penha e a chapa 3, José Raimundo de Serra Talhada. 

A divisão é tanta que colocou até petistas na Câmara de Tabira em chapas diferentes. Enquanto o Presidente da Câmara Djalma das Almofadas (PT) forma na chapa 1 com Léo do Ar e Zé de Benga, a presidente do Partido dos Trabalhadores e vereadora Socorro Veras dos Santos integra a chapa 3 liderada por Zé Raimundo na condição de 2ª tesoureira. 

De acordo com uma fonte da Câmara, a chapa 1 teria apenas o voto de Djalma das Almofadas. A chapa 2 liderada por Welber Santana conta com os votos dos vereadores governistas, mais Eraldo Moura (Rede). O vice-prefeito Marcos Crente seria o responsável por trabalhar pela chapa. 

E os demais vereadores que integram a oposição, como Pipi da Verdura, Dicinha do Calçamento, Cleber Paulino e Socorro Veras votariam com a chapa 3 que tem Zé Raimundo como candidato. As informações são de Anchieta Santos.

Difundido de forma irresponsável, tratamento precoce contra Covid agrava quadro e aumenta mortes

 


Publicado em Notícias por  em 5 de abril de 2021

Falsos especialistas,  extremistas e até adeptos da medicina ideológica tem levado pessoas a mais complicações.  Falta de punição faz do Brasil país ideal sem punição alguma para quem difunde e ajuda a matar

O chamado “tratamento precoce” contra a Covid-19 foi propagandeado por negacionistas e até alguns profissionais de saúde na região.

Estudos científicos ao redor do mundo já certificavam a ineficácia de qualquer tratamento preventivo para a doença. No entanto, o “kit covid” continuou a ser difundido pelas autoridades federais brasileiras e pelo próprio Ministério da Saúde, alémde médicos que, morassem em outro país teriam registro cassado e seriam presos. 

A onda negacionista da vez enchendo as redes de fake news vem de Chapecó.  O prefeito João Rodrigues pregou o tratamento sem eficácia,  os casos explodiram e ele foi obrigado a decretar um lockdown de 15 dias. Os casos caíram e ele atribuiu o fato à causa do aumento,  a liberação de eventos e o tratamento ineficaz.

Passadas mais de 330 mil mortes pela Covid-19 no país, médicos relatam efeitos colaterais graves em pacientes que tomaram medicamentos antes de diagnosticados sem comprovação científica para o vírus, como lesão renal, arritmia cardíaca e dificuldade no tratamento de casos graves. 

O “kit covid”, pregado Brasil afora, inclui drogas como hidroxicloroquina, ivermectina, corticoides, azitromicina e anticoagulantes.

“O que tem preocupado muito [os médicos] é que as pessoas estão desesperadas para tomar algum tipo de tratamento. Muitas vezes, elas não só lançam mão do ‘kit covid’, mas de várias outras coisas, como vitamina D, de anti-inflamatórios, corticoides. Não tem sido incomum a gente ver pacientes com muitos efeitos colaterais decorrentes desse tipo de medicação”, relatou o Dr. Christian Morinaga, gerente do Pronto Atendimento do Hospital Sírio-Libanês. 

Dr. Carlos Carvalho, chefe de pneumologia do Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas (Faculdade de Medicina da USP), confirma a incidência de lesão em ductos na região do fígado em pacientes que fizeram uso de ivermectina, droga usada para combater verminoses. Em alguns casos, ele relata a necessidade de transplante hepático (fígado). O médico afirma que há a impressão que as infecções mais graves pela Covid-19 são notadas em pacientes que fizeram uso do “kit covid”. 

“Aqui nós temos hoje 150 pacientes internados no InCor. Se eu fizer uma enquete, eu te diria que dois terços a três quartos desses pacientes que estão aqui internados, sendo a maioria deles intubados, tomaram o kit covid antes de adquirir a doença ou no início dos sintomas”, descreve o pneumologista.

“Quem falou que deu o ‘kit covid’ para população e disse que o resultado foi estupendo não vivenciou o doente grave que tá aqui nas UTIs e no Hospital. A maior parte dos que estão aqui hoje tomaram”, continua.

Para os pacientes que fizeram uso da cloroquina ou hidroxicloroquina e contraíram a Covid-19, os médicos relatam alterações no ritmo cardíaco.

O Dr. Christian diz que o uso indevido da ivermectina e da azitromicina pode inflamar o fígado. Nos pacientes infectados com a Covid-19 em um estágio avançado da doença, quando é necessário outras medicações para o tratamento, a inflamação e os demais efeitos colaterais prejudicam a cura da infecção.

“Quanto mais órgãos vitais forem inflamados e lesados maior é a letalidade dessa doença”, explica Dr. Carlos Carvalho.

“Os casos de hepatite medicamentosa têm aumentado, mas a gente não teve notícia de nenhum caso grave, felizmente. Nestes casos, com a suspensão da medicação, houve melhora. Porém, é um quadro potencialmente grave que, num pior cenário, pode prejudicar muito o tratamento”, explica Christian sobre os casos no Sírio-Libanês.

Tratamento precoce contra Covid com eficácia comprovada até existe segundo especialistas realmente preocupados com a vida: chama-se vacina.


Covid-19: Sertão do Pajeú soma mais sete óbitos e total vai a 383

 


Publicado em Notícias por  em 6 de abril de 2021

Afogados da Ingazeira, Serra Talhada, Itapetim, Santa Terezinha e Triunfo confirmaram novas mortes pela doença.

Por André Luis

Após os últimos boletins epidemiológicos divulgados pelas secretarias de saúde dos municípios do Sertão do Pajeú, nesta segunda-feira (05.04), a região totaliza 21.878 casos confirmados de Covid-19. Foram mais 162 casos.

Portanto, os números de casos de cada município ficam assim: Serra Talhada, 7.749; Afogados da Ingazeira, 3.502; Tabira 1.974, São José do Egito, 1.635; Carnaíba,  1.156; Flores, 786; Itapetim, 776; Santa Terezinha, 712; Triunfo, 702; Iguaracy, 553; Brejinho, 423; Calumbi, 383; Santa Cruz da Baixa Verde, 360; Solidão, 353; Quixaba, 318; Tuparetama, 310 e Ingazeira, 186 casos confirmados.

Óbitos – A Secretaria de Saúde de Afogados da Ingazeira confirmou o óbito de um paciente do sexo masculino, 75 anos, aposentado, diabético, faleceu em 02/04 no Hospital Regional Emília Câmara. O mesmo teve acesso a 01 dose da vacina e esperava o tempo para tomar a segunda dose.

Em Serra Talhada foram confirmados três novos óbitos. Duas pacientes do sexo feminino, ambas falecidas em 2 de abril, no Hospital Eduardo Campos. Uma tinha 67 anos, portadora de comorbidades (hipertensão e hipertireoidismo), a outra de 83 anos, também portadora de comorbidade (diabetes). O terceiro óbito foi de um paciente do sexo masculino, 90 anos, portador de comorbidade (hipertensão) e ex-tabagista. Faleceu no dia 29/03/21 no Hospital Eduardo Campos.

A Secretaria de Saúde de Itapetim, confirmou mais um óbito no município por infecção do novo coronavírus. A morte se encontrava em investigação e ocorreu no mês de dezembro de 2020. O paciente do sexo masculino apresentou sinais clínicos compatíveis com SRAG, necessitou de internamento hospitalar com quadro de saúde grave e evoluiu para óbito.

Triunfo confirmou o 23º óbito por covid-19. Trata-se de uma paciente transplantada e pós remissão de câncer. O óbito ocorreu no hospital do câncer em Recife.

A região conta com 383 óbitos por Covid-19. Todas as dezessete cidades da região registraram mortes. São elas: Serra Talhada (120); Afogados da Ingazeira (44); São José do Egito (27); Flores (27); Carnaíba (23); Triunfo (23); Tabira (22); Santa Terezinha (21); Tuparetama (18); Iguaracy (16); Itapetim (15); Quixaba (10); Santa Cruz da Baixa Verde (6); Brejinho (5); Calumbi (3); Solidão (2) e Ingazeira (1).

Recuperados –  A região tem agora no total 21.010 pacientes recuperados da Covid-19. O que corresponde a 96,03% dos casos confirmados. Foram mais 196 curas clínicas.

Carta de Requião a Lula

 

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por José Carlos de AssisRoberto Requião

Publicado 04/04/2021 20:20

 

Caríssimo Presidente Lula,

Ficamos chocados com a sua afirmação de que estaria a favor de transformar empresas estatais, como a Caixa Econômica Federal, hoje totalmente controlada pelo Estado, em empresa de economia mista sob controle parcial privado. Também nos surpreendeu sua concordância com o Governo atual na estratégia de privatização da Eletrobrás, a qual, junto com a Petrobrás, é o eixo da independência energética brasileira.

Supomos que esteja sendo mal aconselhado na área econômica. Não há nenhum sentido em privatizar a Caixa, mesmo que parcialmente. É uma empresa que rende dividendos expressivos para a área assistencial do Governo, há mais de um século, e desempenha papel estratégico no desenvolvimento social do país. Privatizá-la significa efetivamente doar uma parte dela a particulares sem qualquer justificativa econômica ou moral.

No caso da Eletrobrás, estamos diante de um dos maiores riscos estratégicos para a economia brasileira, na medida em que um sistema energético integrado e bem articulado ficará sob a ameaça de injustificável desintegração. Além disso, é uma empresa monopolista em várias funções, não fazendo qualquer sentido que seja entregue ao setor privado com seu apetite por lucro e com o descaso na operação, conforme se viu recentemente em Rondônia.

Mais assustador ainda do que o que assinalam essas indicações privatistas – neste caso, tendo em vista o que propõe o próprio programa do PT recém-lançado – é o que ali se expressa como um compromisso com o equilíbrio macroeconômico. Isso é puro conservadorismo. É um compromisso, sim, com a recessão, pois uma economia que não tem desequilíbrios macroeconômicos, sobretudo a partir de recessão, jamais retomará o crescimento econômico.

Observe os Estados Unidos, o Japão, a União Europeia, a Inglaterra – ninguém faz mais equilíbrio orçamentário no mundo, pois sabe que se trata de um suicídio econômico e social. Equilíbrio macroeconômico é manter a demanda no nível da oferta, o que, num quadro de recessão, impede o investimento público deficitário, chave do keynesianismo. Os governos neoliberais inventaram, além disso, o absurdo do teto orçamentário, tão contraditório que o próprio Governo quer agora se livrar dele, sob protesto de economistas ortodoxos e conservadores. (Entretanto, enquanto subsistir o governo Bolsonaro, não somos contra o teto de gastos, pois sem teto ele teria carta branca para gastar.) Para o combate à covid, sim, é importante furar o teto de gastos; outros gastos deveriam ser vistos caso a caso.

Essas observações acentuam nosso alinhamento com a essência de seu projeto político. Contudo, não podemos estar de acordo com as questões políticas levantadas acima. Fazemos isso por lealdade ao próprio país. Pretendemos nos juntar a milhões de brasileiros que veem no senhor um projeto de mudança para o país. Estamos certos que a orientação macroeconômica do futuro governo que vier a chefiar repita a espetacular performance de 2010, quando saímos de uma depressão para um crescimento de 7,4%, graças, sobretudo, a investimento deficitário.

Grande abraço, Roberto Requião, advogado e político; José Carlos de Assis, economista.

Curitiba/Rio, 3 de abril de 2021

 

sexta-feira, 2 de abril de 2021

A urgência do combate à pandemia e ao bolsonarismo

 


Publicado 01/04/2021 21:58

Vacinas no Brasil

O cenário do combate à Covid-19 e aos seus efeitos pelo governo Bolsonaro é cada vez mais sombrio. Nem suas previsões de vacinação estão no campo das possíveis realizações. A inépcia se agrava com as notícias de que a oferta de vacinas no mundo são cada mais escassas, tendo em vista as prioridades dos países produtores. A irresponsabilidade segue o ritmo de sempre; a negação do problema desde as primeiras notificações de casos em território nacional.

A sequência de descasos é bem conhecida. Entre outras, a título de exemplo cabe lembrar a rejeição da oferta da Pfizer, a ruptura do contrato com o Butantan – que ofereceria 46 milhões de doses – e os próprios ataques infames de Bolsonaro à vacina de um modo geral. Há ainda as seguidas cobranças do STF de um plano de vacinação, que sempre foi postergado e modificado.

O mundo da ciência e da medicina tem recomendado a vacinação – há exemplos de sucesso no mundo -, mas o Brasil sequer consegue viabilizar a aquisição. Enquanto isso, bate recordes seguidos de contágio e mortes. Por essas e outras, é possível, sim, dizer que o governo Bolsonaro – em especial o presidente da República – é o grande responsável por essa tragédia social de enormes proporções.

A grande interrogação é a forma de enfrentar essa situação calamitosa. Por óbvio, ela passa por conter os desatinos do bolsonarismo. Urge a formação de um campo político com forças suficientes para vencer o negacionismo e a irresponsabilidade do governo, a começar pelas medidas de distanciamento social, seguidamente sabotada por Bolsonaro. Delas decorrem outras, como o socorro às emergências para evitar que o povo – especialmente os trabalhadores – sigam se expondo à contaminação.

O dilema passa pelo conceito de administração dos recursos públicos, que, diante da urgência da situação, devem estar prioritariamente a serviço do combate à pandemia a seus efeitos. É preciso prospectar possibilidades e concentrar esforços para viabilizá-las, o que implica somar forças políticas para quebrar as barreiras impostas por uma orientação macroeconômica contracionista e a serviço de uma ciranda financeira que, sobretudo diante dessa situação de tragédia social, não faz sentido.

A administração orçamentária deve obedecer às prioridades, que nesse caso salta à vista. Os dogmas do ministro da Economia, Paulo Guedes, seguidos à risca pelo governo Bolsonaro, já estão suficientemente desmontados teoricamente. Com base nessa premissa, o desafio é transformar essa constatação em ação política capaz de vencer os parâmetros ultraliberal e neocolonial da agenda bolsonarista para que o país possa enfrentar a sua emergência principal.

O grande problema está exatamente nesse ponto: somar forças, formular políticas urgentes e ampliar o leque de possiblidades para que as medidas sabidamente necessárias e reconhecidas como eficientes sejam adotadas. Não há como esperar por outra saída. O governo Bolsonaro tem dado demonstrações sistematicamente de que não seguirá pelo caminho da ciência, do bom senso e da responsabilidade social.

O povo brasileiro precisa, sem mais demora, de perspectiva principalmente de vacinação. É preciso a busca intensa e urgente de fontes para essa necessidade. Sem isso, a perspectiva do bolsonarismo é a de continuidade dessa insana escalada de mortes e contaminação. Todos os empenhados na busca de meios para conter essa tragédia têm a responsabilidade de somar forças, de forma unitária, e agir com a urgência cobrada pelos números decorrentes da pandemia.

Pernambuco: com 2.987 casos confirmados em 24h estado bate novo recorde

 


Publicado em Notícias por  em 1 de abril de 2021

No primeiro dia do novo plano de convivência, Pernambuco registrou o maior número de casos de Covid-19 notificados em 24 horas desde o início da pandemia e manteve-se no recorde de mortes diárias de 2021. 

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) divulgou, nesta quinta-feira (01-04), o balanço do dia, que incluiu 2.987 novos casos, o mais alto número desde o início da crise sanitária no Estado.

O número de óbitos, 74 registrados nas últimas 24h, foi a manutenção do recorde de 2021. No dia 30 de março, Pernambuco teve o mesmo quantitativo de vítimas fatais. 

Entre os confirmados hoje, 244 (8%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 2.743 (92%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 352.218 casos confirmados da doença, sendo 36.277 graves e 315.941 leves.

Também foram confirmados 74 óbitos, ocorridos entre 18/04/2020 e 31/03/2021. Com isso, o Estado totaliza 12.249 mortes pela Covid-19. Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo do dia pela SES-PE.

Pernambuco inicia imunização dos profissionais de segurança pública com nova remessa de vacinas

 


Publicado em Notícias por  em 1 de abril de 2021

Governador anunciou a chegada de mais 394 mil doses, que também vão beneficiar idosos de 65 a 69 anos. E comunicou ainda a distribuição de refeições para a população de rua 

O governador Paulo Câmara anunciou, nesta quinta-feira (01.04), a chegada de mais 394 mil doses de vacinas contra a Covid-19 a Pernambuco, sendo 362 mil da Coronavac e 32 mil da AstraZeneca/Oxford. 

Com esse novo lote, será possível garantir a segunda dose aos idosos com mais de 65 anos em todo o Estado, além de iniciar a vacinação dos profissionais de segurança pública, a partir da inclusão dessa categoria entre os grupos prioritários previstos no Plano Nacional de Imunização.  

“Nosso esquema de distribuição está preparado e amanhã todas as vacinas já terão sido entregues aos municípios”, afirmou Paulo Câmara, em pronunciamento divulgado nesta quinta-feira. Com mais esse lote, já são 1.833.530 unidades de imunizantes recebidos no Estado. O quantitativo foi conferido pela equipe técnica do Programa Estadual de Imunização (PNI-PE), que ainda nesta sexta-feira (02.04) fará o envio às 12 Gerências Regionais de Saúde, onde as vacinas ficarão à disposição dos municípios. 

“Desde a segunda quinzena de março, o Ministério da Saúde tem encaminhado parte das remessas para a primeira dose e parte para a segunda. Os municípios precisam ficar atentos a cada pauta de distribuição, para que o insumo seja utilizado da forma correta, beneficiando os grupos que já estão sendo contemplados e guardando, quando necessário, as doses destinadas à segunda aplicação”, recomendou o secretário estadual de Saúde, André Longo. 

Os municípios devem ficar atentos ao PNI-PE, que aglutina informações sobre planilhas de distribuição de imunizantes, operacionalização das doses e resoluções da Comissão Intergestores Bipartite. Os documentos e informações estão disponíveis no portal da SES-PE, no link https://cutt.ly/wcpnBXS . 

QUENTINHAS – No pronunciamento desta quinta-feira, o governador aproveitou para anunciar um acordo que vai permitir o fornecimento de refeições à população mais carente do Estado. “A Secretaria de Políticas de Prevenção à Violência e às Drogas fechou uma parceria com o Senac e o Armazém do Campo para distribuir mil refeições por dia para pessoas em situação de rua, em grave vulnerabilidade social”, enfatizou Paulo Câmara. 

A ação, coordenada pela operação Pernambuco Pela Prevenção, já teve início nesta quinta, e vai oferecer, ao todo, 10 mil refeições com balanceamento nutricional e segurança alimentar. Serão três dias de jantar e sete dias de almoço, incluindo prato quente, salada e guarnições. 

Todo o cardápio foi montado e planejado com antecedência. Os insumos foram comprados pelo Estado e também doados por parceiros, como a Associação Pernambucana de Supermercados (Apes) e Associação Avícola de Pernambuco (Avipe). Tudo foi entregue ao Senac, para o devido preparo. 

As refeições serão feitas todos os dias pelos 35 profissionais da Unidade de Hotelaria e Turismo do Senac, em Santo Amaro, no Recife. Os responsáveis envolvidos terão à disposição equipamentos de proteção individual, luvas, álcool em gel e materiais de higiene, e trabalharão em quatro ambientes: três laboratórios de cozinha e o salão do restaurante-escola Senac. 

Por último, Paulo Câmara aproveitou o pronunciamento para anunciar o lançamento, a partir desta sexta-feira (02.04), de uma nova campanha de comunicação governamental, com o objetivo de reforçar o trabalho de conscientização sobre a importância do uso de máscaras como forma de reduzir e evitar o contágio do novo coronavírus.