sábado, 13 de agosto de 2016

OS LINDOS EVENTOS PROMOVIDOS PELA ESCOLA ARNALDO ALVES E OS DESAFIOS DA NOSSA JOVEM DEMOCRACIA BRASILEIRA



Por Dedé Rodrigues


Bom dia meus amigos e minhas amigas ouvintes do Programa Tabira em Tempo. Primeiro do que tudo fora  Temer. A Gestão da Escola Arnaldo Alves Cavalcanti promoveu na sexta-feira, 12 de agosto de 2016, uma grande festa para homenagear os atletas, ex-atletas, funcionários e ex-funcionários. O Mestre de Cerimônia foi o Radialista Júnior Alves que fez uma linda homenagem à Escola e aos atletas no início dos trabalhos. Este evento é a culminância de uma rica semana pedagógica, com vários eventos como o interclasse, dia do estudante, gincana pedagógica, recepção do Secretário da Educação de Pernambuco etc. Nessa reflexão pretendo apontar a relação que há desses lindos e grandes eventos promovidos pela nossa escola com a jovem democracia brasileira.   Leia mais abaixo e veja mais fotos dos eventos do Site do Arnaldo e do Blog Tabira de Todos.


Penso meus amigos e amigas que um evento tão lindo como esse só foi possível numa escola democrática  que é parte de um país que ainda respira democracia.  A gestora atual Solange Morato, na sua fala agradeceu a todos os atletas, ex-atletas, funcionários e ex-funcionários presentes.  Foram 11 títulos regionais ganhos pela escola, cujos títulos foram  lembrados um a um por atletas atuais que desfilavam no auditório e  colocavam uma  estrela simbolizando cada título num painel em frente a todos os presentes. Mas o título mais aplaudido foi o deste ano de 2016 que levantou  todo mundo no educandário num intenso aplauso feliz. A Cantora Alexsandra fez uma linda apresentação com música e dança com alunos, destacando o Hino da escola que fala de cidadania e de democracia. As presenças de personalidades como Mouzart Valadares e sua mãe, Dona Adelaide,  esposa de Solom Pires. Ex-atletas e atletas como  Dedé Monteiro, Beton, Nildinho, Célio, Socorro Ramalho, Vinícius, entre tantos outros presentes no evento,  que  lotaram o grande auditório da escola,  reforçam a minha tese sobre as benesses da democracia brasileira.  Penso que os títulos da escola,  a projeção dessas lideranças citadas e personalidades, entre tantas outras presentes e,  até o gostoso jantar com direito a música popular e de qualidade  ao vivo,  com cantou a prata da casa,  Beu,   só foram possíveis depois da Ditadura Militar,  com a redemocratização do país, com os benefícios da Constituição Cidadã de 1988,  a exemplo da adoção do concurso público e dos aumentos de verbas para a educação, especialmente com Lula e Dilma.  A democracia é a mãe dessas conquistas, sem ela eu não estaria contando essa história para vocês.

Para reforçar o que afirmo acima, tive agora a  alegria de lembrar, embora não tenha externado publicamente lá na escola,   das Diretoras Donatila, a querida Tilinha e e a querida   Rubenita, que permitiram e, até estimularam  a existência de um Grêmio Estudantil atuante na escola, ainda com o nome do estudante  Edsom Luis, assassinado pela Ditadura Militar porque estava em uma passeata no Rio de Janeiro defendendo a legalização dos grêmios nas escolas do Brasil.   As  gestões da escola dessas duas gigantes, Tilinha e Rubenita, bem como as gestões estudantis dessa época,  final dos anos 80 e durante boa parte dos anos 90, com todo respeito ao legado das outras gestões, tiveram uma atuação,  ao meu ver,  diferenciadas,  inéditas na escola e nessa região do Pajeú, que agora está sendo resgatada pela gestora Solange e pode ser lembrada também pela atuação dessa nova gestão gremista,  encabeçada pelo aluno Eduardo, que tem tudo para ser diferenciada em relação às últimas gestões do grêmio,  podendo, quem sabe, até  resgatar a linda história do movimento estudantil na escola. 

Como parte integrante dessa linda história da Escola Arnaldo Alves,  nessa semana pedagógica, tive a oportunidade de refletir com os meus colegas e alunos sobre essa caminhada democrática, agora ameaçada no Brasil por um golpe de Estado. Tive a oportunidade de refletir  com os meus alunos  e colegas,  que escola, que país e que mundo queremos e estamos construindo?  Como podemos construir uma escola e uma educação mais democrática com esse golpe que traz o perigo de implementação no país de um projeto chamado “escola sem partido”,  que nada mais é do que a volta de uma nova ditadura para o país e para a escola? Esse projeto, nada mais é do que um projeto ideológico de direita que tenta por uma mordaça nos  professores e nos alunos. Como podemos construir um mundo de paz se esse governo interino reduz a importância do país no cenário internacional, agride nossos países vizinhos que não praticam essa política anti-pátria e reduzem os nossos direitos sociais,   as nossas liberdades individuais e coletivas?

 Nesse período festivo, tive a oportunidade também,  com outros professores,  de resgatar a História de Arnaldo Alves Cavalcanti com os nossos alunos, por iniciativa da nossa querida gestora Solange. Aliás, penso que se já tivesse sido implantado no país esse famigerado projeto,  escola sem partido, teríamos tido um agente da nova ditadura para impedir a linda mobilização da gestão, professores e alunos, com apoio integral do Grêmio Estudantil, por intermédio de um abaixo assinado,  que foi entregue ao Secretário da Educação do Estado de Pernambuco, reivindicando a climatização do Auditório Dedé Monteiro, das salas de aulas, entre outras reformas que faltam na escola. É possível até presumir que com o “escola sem partido”, na melhor das hipóteses, teríamos um processo para demitir toda a gestão, os professores envolvidos nesse abaixo assinado e a demissão integral da direção do Grêmio.  Na pior das hipóteses fechariam a Escola Arnaldo Alves. Por que professor? Ora! Todos da escola não tomaram partido com essa ação? Qual partido professor? O partido da escola! No projeto “escola sem partido não é proibido tomar partido? Bem: Essa ideia atrasada do “escola sem partido” só poderia ter tomado corpo no Governo golpista de Temer, reforçado pela cabeça do ator pornô Alexandre Frota, que, segundo ele,  passou dois anos vivendo e fazendo amor na  cama,  com o Pastor Marcos Feliciano, aquele do “projeto cura gay”,  que agora está sendo acusado por uma jovem de tentativa de estupro. Me poupem dessa aberração do escola sem partido! Por isso não poderia finalizar essa minha humilde reflexão sem dizer bem alto e em bom som:  Abaixo o golpe! Morte ao projeto “escola sem partido”! Vivam os atletas e o  esporte da EAAC? Vivam a liberdade e à democracia brasileira!






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